A moda vai além do âmbito das roupas. Ela reflete o que está em voga na música, na gastronomia, nas artes, no comportamento de uma sociedade e na cultura de uma época. A moda é a expressão máxima da efemeridade das coisas, da velocidade com que as mudanças ocorrem no tempo e de como intuitivamente nos tornamos sociologicamente “forçados” a adotarmos o que é moderno para enfim nos sentirmos inseridos no contexto contemporâneo. Daí que o conceito de estar ou não na moda, pelo menos para mim, é tão somente um fator mais de exclusão que de inclusão social.
É mais importante você ter um estilo pessoal, agir de acordo com a realidade e pertencer a um mundo bem particular: o seu. A moda, portanto, é uma experiência pessoal e democrática. Ao mesmo tempo em que você está antenado com o mundo, você exercita seu estilo e evolui sua linha de pensamento.
Foto: reprodução
Seria bom se filtrássemos o que é mostrado em revistas de moda e não seguíssemos o manual de tendências da estação ditados em época de desfiles. O mestre em história da moda João Braga defende com propriedade a tese de que os desfiles de moda deveriam ser chamados de desfiles de “estilos”, já que quem legitima as propostas da passarela é a rua. Se tal look cai no gosto das pessoas na rua e várias adotam aquele look, daí sim vira moda! Portanto, o desejo de consumo de um estilo é que validará a tendência de moda.
Divaguei por minha visão do que definiria a moda e a paixão que ela desperta (ou talvez seja melhor não defini-la, como todas as paixões são inexplicáveis) para então dizer que neste blog eu pretendo exprimir o que me atrai neste mundo de signos e frivolidades, que no fundo, tem um significado bem mais plural do que se imagina. Através de imagens procuro despretensiosamente influenciar a maneira como enxergamos a moda e queremos ser enxergados no mundo.
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